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segunda-feira, 2 de julho de 2018

O Namoro no Islam

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Em nome de Allah, O clemente, O Misericordioso. 

🌼"Dize às crentes que recatam seus olhares, conservem seus pudores e não mostrem seus atrativos, além dos que (normalmente) aparecem; que cubram o peito com seus véus e não mostrem seus atrativos a não ser a seus esposos, seus pais, seus sogros, seus filhos, seus enteados, seus irmãos, seus sobrinhos, às suas mulheres, suas servas, seus criados livres das necessidades físicas ou crianças que não discernem sobre a nudez das mulheres; que não agitem seus pés para que chamem a atenção sobre seus atrativos ocultos. Ó crentes, voltai-vos todos, arrependidos, a Deus, a fim de que vos salveis" {Alcorão Sagrado: 24ª - 31}🌹

🧔🏻 O Namoro No Islam

📚 Uma das perguntas mais comuns que os jovens me fazem é: "Os muçulmanos namoram?" e "Se eles não namoram, como podem decidir com quem se casar?"☘

🌹O "namoro", como é praticado atualmente na maior parte do mundo-onde um rapaz e uma moça mantêm relações íntimas, passam o tempo juntos sem a presença de outros, "conhecem um ao outro" de uma forma mais aprofundada, antes de se decidirem se é a pessoa certa para casar - não existe entre os muçulmanos. No Islam, ao contrário, são proibidas as relações pré-conjugais de qualquer espécie entre pessoas de sexos diferentes.🌷

🌹 A escolha do parceiro para casar é uma das decisões mais importantes que alguém pode tomar na vida. Não pode ser feita precipitadamente nem ser deixada por conta do acaso ou dos hormônios. Deve ser uma decisão séria como qualquer outra decisão importante na vida, com orações, pesquisa cuidadosa e o envolvimento da família.🍂

💐 Portanto, como é que, no mundo de hoje, os jovens fazem? Antes de mais nada, o jovem muçulmano estabelece amizades muito próximas com companheiros do mesmo sexo. Esta fraternidade, feminina ou masculina, que se desenvolve quando eles ainda são jovens, continua pelo resto de suas vidas. Quando um jovem decide casar-se, deve adotar os seguintes passos:🌼

🌱 O jovem faz duaa para pedir que Deus o ajude a encontrar a pessoa certa.🍃

🌺 A família informa-se, discute e sugere pretendentes. Eles se consultam para reduzir as perspectivas em potencial. Normalmente o pai ou a mãe se aproxima da outra família para sugerir um encontro.🌸

🌷 O casal concorda com um encontro acompanhado, em ambiente aberto. 'Omar narrou que o Profeta Muhammad (que a paz esteja com ele) disse: "Ninguém deve se encontrar com uma mulher sozinho, a menos que ela esteja acompanhada por um parente (mahram)" (Bukhari/Muslim). O Profeta (que a paz esteja com ele) também disse: "Sempre que um homem estiver sozinho com uma mulher, Satanás (Shaytan) será a terceira pessoa entre eles." (Tirmizi).🎋

🌴 Quando os jovens se encontram para se conhecerem, estar sozinhos é uma tentação para a coisa errada. A todo momento, os muçulmanos devem seguir os mandamentos do Alcorão (24:30-31) para "baixar os olhos e guardar a modéstia.☘

O Islam reconhece que somos humanos e que temos fraquezas humanas, portanto esta norma nos protege em nosso próprio benefício. a família pesquisa o futuro candidato, fala com amigos, família, líderes islâmicos, etc... para saber mais a respeito do caráter dele ou dela.🌱

🌼 O casal faz salat-il-istikhara (oração para orientação) para pedir a ajuda de Deus na tomada de decisão. o casal concorda com o casamento. O Islam deu liberdade de escolha tanto para o homem como para a mulher, eles não podem ser forçados a casar se não o quiserem.🌹

🌺 O tipo de namoro aqui focalizado, ajuda a assegurar a força do casamento, baseando-se na sabedoria e orientação dos mais velhos da família nesta importante decisão da vida. O envolvimento da família na escolha do futuro cônjuge ajuda a garantir que a opção baseou-se não em conceitos românticos e sim numa avaliação cuidadosa e objetiva das afinidades do casal. Por esta razão, tais casamentos se mostram freqüentemente bem sucedidos.🌻

Irmã Muçulmana, Cuidado com o Casamento Temporário!🌼

🌿 O casamento no Islam é um laço muito forte, um contrato comprometedor, baseado na intenção de ambos os conjugues de conviverem permanentemente a fim de atingir, como indivíduos, os benefícios do repouso, do afeto e da misericórdia que estão mencionados no Alcorão, bem como para alcançar a meta social da reprodução e perpetuação da espécie humana:

🍁 ”Deus vos designou esposas de vossa espécie e delas concedeu filhos e netos e vos agraciou com todo o bem.” (16ª:72).🌻

Já no casamento temporário(ou casamento do prazer, chamado em árabe de mutaa), que é contrato por duas pessoas para durar um determinado tempo especifico em troca de um valor predeterminado de dinheiro, os propósitos acima citados do casamento não se realizam. Enquanto o Profeta (que a paz esteja com ele) permitiu casamentos temporários durante viagens ou campanhas militares antes de se completar o processo legislativo Islâmico, mais tarde ele o proibiu tornando-o ilícito para todo o sempre.

🌱 A razão de ele ter sido permitido no começo foi a de que muçulmanos estavam passando pelo que pode ser chamado de período de transição pré-Islâmico para o Islam. A fornicação era muito comum e muito difundida entre os árabes pré-Islâmicos. Após o advento do Islam, quando eles tiveram necessidade de participar de campanhas militares encontraram-se sob fortes pressões devido a ficarem longe de suas esposas por longos períodos. Entre os crentes havia alguns que eram fortes em sua fé e outros que eram fracos. Os fracos temiam serem tentados a cometer o adultério, um pecado capital e um péssimo costume, enquanto que os que eram fortes, por outro lado, estavam dispostos a se castrarem, como narrado por Ibn Mas´ud:🍄

🍃 ”Participávamos de uma expedição com o Mensageiro de Deus e não trazíamos nossas esposas conosco, portanto perguntamos ao Mensageiro de Deus : Não deveríamos nos castrar? Ele nos proibiu de fazê-lo, mas permitiu-nos de contrair matrimonio com alguma mulher contratada até certa data, dando a ela uma vestimenta como dote (mahr).” (Al-Bukhari e Muslim)🌳

💫 Desse modo, o casamento temporário proporcionou uma solução ao dilema em que tanto os fracos quanto os fortes se encontravam. Foi também um passo para a legalização definitiva da vida marital completa em que se realizariam os objetivos de permanência, castidade, reprodução, amor e misericórdia, bem como o alargamento do circulo de relacionamentos através do casamento.🌿

🌴 Podemos lembrar que o Alcorão adotou um curso gradual para a proibição de bebidas e da usura, uma vez que esses dois males eram amplamente difundidos e profundamente arraigados na sociedade pré-Islâmica. Da mesma maneira, o Profeta adotou um processo de graduação com respeito ao sexo, inicialmente permitindo o casamento temporário como um passo para afastamento da fornicação e do adultério, e ao mesmo tempo de aproximação ao relacionamento marital permanente. Mais adiante ele o proibiu completamente, como foi relatado por imam Áli(R) e muitos dos outros companheiros. Muslim relatou isto em seu Sahih, mencionando que Al-Juhani estava com o Profeta quando da conquista de Macca e que o profeta deu permissão a alguns Muçulmanos de contratarem casamentos temporários, Al-Juhani disse: Antes de deixar a Mecca o Mensageiro de Deus disse:  "Deus tornou-o ilícito até o Dia do juízo Final."🎋

🌱 Permanece a questão, portanto o casamento temporário (mutaa) é categoricamente ilícito como o casamento com a própria mãe ou filha ou é como a proibição relativa ao consume de carne suína ou carniça, que se torne permissível em caso de necessidade premente, sendo a necessidade neste caso o temor de cometer o pecado de fornicação?

🍃 A maioria dos companheiros mantinha a opinião de que após a consolidação da legislação islâmica, o casamento temporário tornou-se inteiramente ilícito. Ibn Abbas, no entanto, emitiu uma opinião diferente, permitindo-o sob premência da necessidade. Uma pessoa perguntou-lhe sobre o casamento com mulheres numa base temporária e ele permitiu a ele de fazê-lo. Um servo dele perguntou então: Isto não é só para condições de premência, quando as mulheres são poucas e outras parecidas? Ele respondeu: Sim. Mais tarde, porem, quando Ibn Abbas viu que as pessoas tinham relaxado e estavam consumando casamentos temporários sem necessidade, ele revogou seu regulamento e sua opinião. (Albukhari e Muslim)🌾

😢 Obs: O casamento temporário é um tipo de fornicação (prostituição) legalizada pelos xiitas e é praticada por eles em nome do Islam!.😲

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O ADULTÉRIO

O adultério e a fornicação são considerados pecados em todas as religiões. A Bíblia decreta a sentença de morte para ambos os adúlteros (Levítico 20:10). O Islam, igualmente, pune tanto o adúltero como a adúltera (24:2). Contudo, a definição alcorânica é muito diferente da definição bíblica. O adultério, de acordo com o Alcorão, é o envolvimento de um homem casado ou uma mulher casada em um caso extraconjugal. A Bíblia somente considera adultério o caso extraconjugal de uma mulher casada. (Levítico 20:10, Deuteronômio 22:22. Provérbios 6:20/7:27).

"Se um homem é encontrado dormindo com a esposa de outro homem, ambos devem morrer. Deve-se expurgar o mal de Israel" (Deuteronômio 22:22).

"Se um homem comete adultério com a esposa de outro homem, ambos, adúltero e adúltera devem ser colocados para morrer" (Levítico 20:10).

De acordo com a definição bíblica, se um homem casado dorme com uma mulher solteira, isto não é considerado crime de forma nenhuma.

O homem casado, que tem relações extraconjugais com mulheres solteiras, não é um adúltero e as mulheres solteiras envolvidas com ele não são consideradas adúlteras. O crime de adultério é cometido somente quando um homem, seja casado ou solteiro, dorme com uma mulher casada. Neste caso, o homem é considerado adúltero, mesmo que ele não seja casado, e a mulher é considerada adúltera. Em resumo, o adultério é qualquer ato sexual ilícito envolvendo mulher casada. O caso extraconjugal de um homem casado não é, de per si, um crime na Bíblia. Por que este padrão moral duplo? De acordo com a Enciclopédia Judia, a esposa era considerada como posse de seu marido e o adultério constituía a violação do exclusivo direito do marido sobre ela; a esposa, como posse do marido, não tinha direito sobre ele (1). Quer dizer, se um homem tinha uma relação sexual com uma mulher casada, ele estaria violando a propriedade de outro homem e, assim, deveria ser punido.

Nos dias atuais em Israel, se um homem casado se entrega a um caso extraconjugal com um mulher solteira, seus filhos com esta mulher são considerados legítimos. Mas, se uma mulher casada tem um caso com outro homem, seja casado ou solteiro, seus filhos com este homem são considerados ilegítimos e bastardos e são proibidos de casar com qualquer outro judeu, exceto com os convertidos e com outros bastardos. Este impedimento cessa após a 10ª. geração, quando se presume que a mancha do adultério enfraqueceu-se (2).

O Alcorão, por outro lado, nunca considera uma mulher como posse de qualquer homem. O Alcorão eloquentemente descreve a relação entre os esposos dizendo:

"E entre os Seus sinais está que Ele criou para vós companheiros de entre vós mesmos, os quais vós podeis habitar em tranqüilidade com eles e Ele colocou amor e misericórdia em vossos corações: verdadeiramente, nisto há sinais para aqueles que refletem" (30:21).

Este é o conceito alcorânico de casamento: amor, misericórdia e tranqüilidade, não posse e padrões duplos. 

Fonte: A mulher no Islam المراه في الإسلام

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Jeffrey H. Togay, "Adultery," Encyclopaedia Judaica, Vol. II, col. 313. Também, ver Judith Plaskow, Standing Again at Sinai: Judaism from a Feminist Perspective (New York: Harper & Row Publishers, 1990) pp. 170-177. 
2. Hazleton, op. cit., pp. 41-42. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

AS PROPRIEDADES DA ESPOSA

As três religiões dividem uma fé inabalável na importância do casamento e da vida familiar. Elas também concordam na liderança do marido sobre a família. No entanto, diferenças gritantes existem entre as três religiões, com relação aos limites dessa liderança. A tradição judaico-cristã, diferente do Islam, virtualmente estende a liderança do marido até o direito de posse de sua esposa.

A tradição judaica, com referência ao papel do marido em relação a sua esposa, origina-se do conceito de que ele a possui como sua escrava (1). Este conceito foi a razão que norteou o padrão duplo nas leis do adultério e na capacidade de o marido anular os juramentos de sua esposa. Este conceito foi também o responsável para se negar à esposa qualquer controle sobre sua propriedade ou ganhos. Assim que a mulher judia se casava, ela perdia completamente qualquer controle sobre sua propriedade e ganhos para o seu marido. Os rabinos judeus afirmavam que o direito do marido sobre a propriedade de sua esposa era um corolário de sua posse sobre ela: "Desde que alguém entre na posse da mulher não deveria entrar na posse de sua propriedade também?" , e "Desde que ele tenha adquirido a mulher, não deve ele adquirir sua propriedade também?" (2). Assim, o casamento determinava que a mulher mais rica ficasse praticamente sem um tostão. O Talmud descreve a situação financeira da esposa como se segue:

"Como pode uma mulher ter alguma coisa; o que quer que seja dela, pertence ao seu marido? O que é dele é dele e o que é dela é também dele ... Seus ganhos, e o que ela possa encontrar nas ruas, também são dele. Os artigos domésticos, mesmo as migalhas de pão sobre a mesa, são dele. Ter um convidado em sua casa e alimentá-lo é roubar de seu marido ..." (San. 71a, Git. 62a.). 

A questão é que a propriedade da mulher judia significava atrair pretendentes. A família judia fixava para sua filha uma quota representativa do estado de seu pai, a ser usada como dote em caso de casamento. Era este dote que tornava as filhas judias um peso inoportuno para seus pais. O pai tinha que educar sua filha por anos e então prepará- la para o casamento, providenciando um grande dote. Assim, a moça na família judia era uma obrigação e não um direito (3). Esta responsabilidade explica por que o nascimento de uma filha não era celebrado com alegria nas antigas sociedades judias (ver a seção "Filhas Vergonhosas?". O dote era o presente de casamento apresentado ao noivo sob os termos de contrato. O marido agia como o proprietário do dote mas não podia vendê-lo. A noiva perdia qualquer controle sobre o dote no momento do casamento. Além disso, esperava-se dela trabalhar após o casamento e todos os seus ganhos tinham que ir par seu marido, como paga por sua manutenção, a qual era obrigação dele. Ela poderia ter de volta sua propriedade somente em duas situações: divórcio ou a morte do marido. Se ela morresse primeiro, ele herdaria sua propriedade. No caso da morte do marido, a esposa poderia retomar sua propriedade de antes do casamento, mas não se habilitava a herdar qualquer cota de propriedade do marido falecido. Deve-se acrescentar que o noivo também tinha que apresentar seu presente de casamento à noiva, contudo, de novo, ele era praticamente o proprietário deste presente enquanto eles permanecessem casados. (4).

 O cristianismo, até recentemente, seguiu a mesma tradição judaica. No império cristão romano (após Constantino), tanto as autoridades civis como as religiosas, exigiam um acordo sobre a propriedade, como condição para o reconhecimento do casamento. As famílias ofereciam às suas filhas aumento dos dotes e, como resultado, os homens tendiam a se casar mais cedo, enquanto que as famílias retardavam o casamento delas até o máximo. (5). Pela lei canônica, uma esposa se habilitava à restituição de seu dote se o casamento fosse anulado, a menos que ela fosse culpada de adultério. Neste caso, ela perdia seu direito ao dote, o qual permanecia nas mãos do marido (6). Pelas leis canônica e civil, uma mulher casada, na Europa cristã e na América, até o final do séc. XIX e início do séc. XX, perdia os direitos a sua propriedade. Os direitos da mulher inglesa, por exemplo, foram compilados e publicados em l632.

Estes "direitos" incluíam: "Aquilo que o marido possui é seu. Aquilo que a esposa tem é do marido" (7)

A esposa não somente perdia sua propriedade após o casamento, como perdia sua personalidade também. Nenhum ato jurídico dela tinha valor legal. Seu marido podia repudiar qualquer compra ou presente feito por ela como sendo nulo de qualquer valor legal. A pessoa com quem ela tivesse contratado era tomado como um criminoso por ter participado de uma fraude. Além disso, ela não podia processar, sequer seu marido, nem ser processada (8). Uma mulher casada era praticamente tratada como uma criança aos olhos da lei. A esposa simplesmente pertencia a seu marido e, por isso, ela perdia sua propriedade, sua personalidade jurídica e seu nome de família (9).

 O Islam, desde o séc. VII d.C, garantiu às mulheres casadas personalidade independente, conquista essa que as mulheres ocidentais se viram privadas até muito recentemente. No Islam, a noiva e sua família não têm obrigação de presentear o noivo. A moça, numa família muçulmana, não é responsável. Uma mulher é tão dignificada no Islam que ela não precisa presentear ninguém, a fim de atrair maridos em potencial. É o noivo que precisa presentear a noiva com um presente de casamento. Este presente é considerado sua propriedade e, nem o noivo nem a família da noiva têm qualquer direito ou controle sobre tal presente. Em algumas sociedades muçulmanas de hoje, um presente de casamento no valor de US$100.000,00 não é incomum (10). A noiva fica com o seu presente de casamento, mesmo que mais tarde ela se divorcie. Não é permitida a participação do marido na propriedade de sua esposa, a não ser que ela a ofereça a ele por sua livre e espontânea vontade (11). O Alcorão estabelece sua posição a esse respeito muito claramente:

"E concedei os dotes que pertencem às mulheres; mas se elas, de boa vontade, conceder-vos uma parte, aceitai-o e desfrutai-o com bom proveito" (4:4).

A propriedade e os ganhos da esposa estão sob seu completo controle e para seu uso somente, uma vez que a sua manutenção e a das crianças é responsabilidade do marido (12). Não importa quão rica seja a esposa, ela não é obrigada a agir como co-provedora para a família, a menos que, voluntariamente, escolha fazê-lo. O casal herda entre si. Além disso, uma mulher casada no Islam conserva sua personalidade legal independente e o nome se sua família (13). Um juiz americano, certa vez, comentando sobre os direitos das mulheres muçulmanas, disse: "Uma muçulmana pode se casar 10 vezes, mas sua individualidade não é absorvida pela de seus vários maridos. Ela é um planeta solar, com um nome e uma personalidade jurídica própria" (14).

Fonte: A mulher no Islam المراه في الإسلام

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Louis M. Epstein, The Jewish Marriage Contract (New York: Arno Press, 1973) p. 149. 
2. Swidler, op. cit., p. 142. 
3. Epstein, op. cit., pp. 164-165. 
4. Ibid., pp. 112-113. Ver também Priesand, op. cit., p. 15. 
5. James A. Brundage, Law, Sex, and Christian Society in Medieval Europe (Chicago: University of Chicago Press, 1987) p. 88. 
6. Ibid., p. 480. 
7. R. Thompson, Women in Stuart England and America (London: Routledge & Kegan Paul, 1974) p. 162. 
8. Mary Murray, The Law of the Father (London: Routledge, 1995) p. 67. 
9. Gage, op. cit., p. 143. 
10. Por exemplo, ver Jeffrey Lang, Struggling to Surrender, (Beltsville, MD: Amana Publications, 1994) p. 167. 
11. Elsayyed Sabiq, Fiqh al Sunnah (Cairo: Darul Fatah lile'lam AlArabi, 11th edition, 1994), vol. 2, pp. 218-229.
12. Abdel-Haleem Abu Shuqqa, Tahreer al Mar'aa fi Asr al Risala (Kuwait: Dar al Qalam, 1990) pp. 109-112. 
13. Leila Badawi, "Islam", in Jean Holm and John Bowker, ed., Women in Religion (London: Pinter Publishers, 1994) p. 102. 
14. Amir H. Siddiqi, Studies in Islamic History (Karachi: Jamiyatul Falah Publications, 3rd edition, 1967) p. 138.

POLIGAMIA

Passemos agora para a importante questão que é a poligamia. A poligamia é uma prática muito antiga, encontrada em muitas sociedades humanas. A Bíblia não condenou a poligamia. Pelo contrário, o Velho Testamento e os escritos rabínicos frequentemente atestam a legalidade da poligamia. Dizem que o Rei Salomão teve 700 esposas e 300 concubinas (Reis 11:3). Também o Rei Davi teve muitas esposas e concubinas (2 Samuel 5:13). O Velho Testamento tem algumas injunções em como distribuir a propriedade de um homem entre seus filhos de diferentes mulheres (Deuteronômio 22:7). A única restrição com relação à poligamia é a proibição de tomar uma irmã da esposa como uma esposa rival (Levítico 18:18). O Talmud aconselha a um máximo de 4 esposas (1). Os judeus europeus continuaram a praticar a poligamia até o século XVI. 

Os judeus orientais praticavam a poligamia regularmente até a chegada a Israel, onde ela foi proibida por lei. Contudo, na lei religiosa, que sobrepuja a lei civil em tais casos, a poligamia é permitida (2).

E com relação ao Novo Testamento? De acordo com o padre Eugene Hilman, em seu penetrante livro, a poligamia é reconsiderada, "Em parte alguma do Novo Testamento há uma orientação expressa de que o casamento deve ser monogâmico ou qualquer orientação que proíba a poligamia" (3). Além disso, Jesus não falou contra a poligamia, embora ela fosse praticada pelos judeus de sua época. O padre Hillman chama a atenção para o fato de que a Igreja de Roma proibiu a poligamia, a fim de se adequar à cultura Greco-romana (que prescrevia somente uma esposa legal, enquanto que tolerava o concubinato e a prostituição). Ele citou Santo Agostinho, "Agora, em nosso tempo, e de acordo com o costume romano, não é mais permitido tomar uma outra esposa" (4). As igrejas africanas e os cristãos africanos muitas vezes lembram a seus irmãos europeus que a proibição da poligamia é mais uma tradição cultural do que uma autêntica injunção cristã.

O Alcorão também permitiu a poligamia, mas não sem algumas restrições: "Se vós temeis não serdes capazes de conviver justamente com os órfãos, casai com mulheres de sua escolha, 2 ou 3 ou 4 vezes; mas se temerdes que que não sereis capazes de conviver justamente com elas, então casai somente com uma" (4:13). O Alcorão, ao contrário da Bíblia, limitou o número de esposas a 4, sob a estrita condição de que as esposas sejam tratadas igualmente. Isto não deve ser entendido como uma exortação a que os crentes pratiquem a poligamia, ou que a poligamia seja considerada como um ideal. Em outras palavras, o Alcorão "tolera" ou "permite" a poligamia, e não mais, mas por que? Por que a poligamia é permitida? A resposta é simples: há lugares e épocas em que razões morais e sociais compelem para a poligamia. Como os versos do Alcorão acima indicam, a questão da poligamia no Islam não pode ser entendida como parte das obrigações da comunidade com relação aos órfãos e viúvas. O Islam, como uma religião universal, aplicável para todos os lugares e tempos, não poderia ignorar essas pressões.

 Em muitas sociedades humanas, as mulheres superam os homens em quantidade. Em um país como a Guiné, há 122 mulheres para cada 100 homens. Na Tanzânia, há 95,1 homens para 100 mulheres (5). O que uma sociedade deve fazer para resolver esse desequilíbrio? Existem várias soluções, e alguns podem sugerir o celibato, outros preferem o infanticídio feminino (que ainda acontece no mundo de hoje em alguns lugares). Outros, ainda, podem achar que a única saída é a sociedade tolerar todas as formas de permissividade sexual: prostituição, sexo fora do casamento, homossexualismo, etc. Para outras sociedades, como a maior parte das sociedades africanas de hoje, a saída mais honrosa é permitir o casamento poligâmico, como uma instituição culturalmente aceita e socialmente respeitada. A questão, que é muitas vezes incompreendida no ocidente, é que muitas mulheres de outras culturas necessariamente não vêm a poligamia como um sinal de degradação da mulher. Por exemplo, muitas jovens noivas africanas, sejam cristãs ou muçulmanas, prefeririam se casar com um homem casado, que tenha provado a ele mesmo, ser um marido responsável.

Muitas esposas africanas persuadem seus maridos a tomar uma segunda esposa e assim eles não se sentem sozinhos (6). Uma pesquisa realizada na segunda maior cidade da Nigéria com 600 mulheres, com idades entre 15 e 59 anos, mostrou que 60% dessas mulheres não se importariam que seus maridos tivessem uma outra esposa. Somente 23% expressaram raiva ante a idéia de dividirem seus maridos com outras mulheres. 76% das mulheres que se manifestaram numa pesquisa realizada no Quênia, viram a poligamia positivamente. Em outra pesquisa realizada no campo, 25 de 27 mulheres consideraram a poligamia melhor do que a monogamia.

 Estas mulheres sentiram que a poligamia pode ser uma experiência feliz e benéfica se as co-esposas cooperarem umas com as outras (7). A poligamia, na maior parte das sociedades africanas é uma instituição tão respeitada, que algumas igrejas protestantes começaram a tolerá-la, "Embora a monogamia possa ser ideal para a expressão do amor entre o marido e a esposa, a igreja deve considerar que em certas culturas a poligamia é socialmente aceitável e que a crença de que a poligamia é contrária ao cristianismo não se sustenta por muito tempo" (8).

Depois de um cuidadoso estudo sobre a poligamia africana, o Reverendo David Gitari, da Igreja Anglicana, concluiu que a poligamia, como idealmente praticada, é mais cristã do que o divórcio e o novo casamento, porque há uma preocupação com as esposas e crianças abandonadas (9). Eu pessoalmente conheço algumas esposas africanas, finamente educadas, que apesar de terem vivido no Ocidente por muitos anos, não fazem qualquer objeção à poligamia. Uma delas, que mora nos USA, solenemente estimula seu marido a tomar uma segunda esposa para ajudá-la na criação das crianças.

O problema do desequilíbrio entre os sexos começa na verdade nos problemáticos tempos de guerra. Os índios nativos americanos costumavam sofrer com essa desigualdade de número entre homens e mulheres, principalmente após as perdas dos tempos de guerra. As mulheres dessas tribos, que na verdade desfrutavam de uma alta posição, aceitavam a poligamia como a melhor proteção contra a tolerância por atividades indecentes. Os colonos europeus, sem oferecerem qualquer outra alternativa, condenavam a poligamia indiana considerando-a "incivilizada" (10).

Após a segunda guerra mundial, havia na Alemanha 7.300.000 mais mulheres do que homens (3.3 milhões delas eram viúvas). Havia 100 homens na idade de 20 a 30 anos para cada 167 mulheres naquele mesmo grupo de idade (1l). Muitas dessas mulheres necessitavam de um homem, não apenas como uma companhia mas, também, como um sustentor para a casa, num tempo de miséria e injustiça sem precedentes. Os soldados do exército aliado vitorioso exploravam a vulnerabilidade dessas mulheres. Muitas jovens e viúvas tinham ligações com membros das forças de ocupação. Muitos soldados americanos e britânicos pagavam por seus prazeres com cigarros, chocolates e pães. As crianças ficavam felizes com os presentes que os estrangeiros traziam. Um menino de 10 anos, vendo esses presentes com outras crianças, desejava ardentemente um "inglês" para a sua mãe e assim, ela não precisaria passar fome por tanto tempo (12).

Devemos perguntar para nossa consciência sobre esta questão: O que dignifica mais uma mulher? Uma segunda esposa, aceita e respeitada, ou uma prostituta virtual, como no caso da abordagem "civilizada" das forças aliadas na Alemanha? Em outras palavras, o que dignifica mais uma mulher, a prescrição alcorânica ou a teologia baseada na cultura do império romano?

É interessante notar que, em uma conferência da juventude internacional, acontecida em Munique, em 1948, o problema alemão do desequilíbrio no número de homens e mulheres foi discutido. Quando ficou claro que não havia solução consensual, alguns participantes sugeriram a poligamia. A reação inicial da reunião foi uma mistura de choque e repugnância. Contudo, após um estudo cuidadoso da proposta, os participantes concordaram que a poligamia era a única solução possível. 

Consequentemente, a poligamia estava incluída entre as recomendações finais da conferência. (13)

Atualmente, o mundo possui mais armas de destruição em massa do que jamais houve em qualquer tempo e as igrejas europeias podem, mais cedo ou mais tarde, se ver obrigadas a aceitar a poligamia como o único caminho. O Padre Hillman, após muito pensar, admitiu este fato, "É quase concebível que aquelas técnicas genocidas (nuclear, biológica, química...) podem produzir um desequilíbrio tão drástico entre os sexos que o casamento plural poderia ser um meio necessário de sobrevivência... Em tal situação, os teólogos e os líderes das igrejas deveriam rapidamente produzir razões importantes e textos bíblicos que justifiquem um novo conceito de casamento". (14) 

Nos dias atuais, a poligamia continua a ser a solução viável para alguns males das sociedades modernas. As obrigações comunitárias a que o Alcorão se refere, juntamente com a permissão da poligamia, são mais perceptíveis atualmente nas sociedades ocidentais do que na África. Por exemplo, nos USA de hoje, há uma séria crise na comunidade negra. Um em cada 20 jovens rapazes negros podem morrer antes de atingir a idade de 2l anos. Para aqueles que estão entre os 20 e 35 anos, o homicídio lidera a causa da morte (15).

 Além disso, muitos rapazes negros estão desempregados, na prisão ou são viciados (16). Como conseqüência, uma em quatro mulheres negras, na idade de 40 anos, nunca se casaram, enquanto que este número é de um para dez mulheres brancas (17).

 Além do mais, muitas jovens negras tornam-se mães solteiras antes dos 20 anos e encontram-se na situação de serem mantidas. O resultado final dessas trágicas circunstâncias é que há um aumento no número de mulheres negras comprometidas com "homem-partilhado" (18).

Isto é, muitas dessas infelizes mulheres negras solteiras estão envolvidas em casos com homens casados. As esposas muitas vezes não têm consciência do fato de que outras mulheres estão dividindo seus maridos com elas. Alguns observadores da crise do "homem-partilhado" na comunidade africana na América têm recomendado a poligamia consensual, como uma resposta temporária para a diminuição do número  de homens negros, até que reformas mais abrangentes na sociedade americana sejam tomadas (19). Esses observadores entendem poligamia consensual como a poligamia sancionada pela comunidade e na qual todas as partes envolvidas concordem, em oposição ao segredo dos casos com homens casados, os quais sempre prejudicam tanto a esposa como a comunidade em geral.

O problema do "homem-partilhado" na comunidade africana da América foi ponto de discussão em um painel realizado na Universidade de Temple, na Filadélfia, em 27.01.93 (20). Alguns dos palestrantes recomendaram a poligamia como um remédio potencial para a crise. Eles também sugeriram que a poligamia não podia ser banida por lei, particularmente em uma sociedade que tolera a prostituição e o concubinato. O comentário de uma das mulheres participantes, de que os negros americanos precisavam aprender com a África, onde a poligamia era praticada responsavelmente, conseguiu entusiásticos aplausos.

Philip Kilbride, um antropólogo americano, de tradição católica romana, em seu livro provocativo, "Casamento Plural para o Nosso Tempo", propõe a poligamia como solução para alguns dos males da sociedade americana. Ele argumenta que o casamento plural pode servir como uma alternativa potencial para o divórcio em muitos casos,a fim de eliminar o impacto danoso do divórcio sobre as crianças. Ele afirma que muitos divórcios foram causados pelo excessivo número de casos extraconjugais ocorridos na sociedade americana. De acordo com Kilbride, transformar um caso extraconjugal em um casamento poligâmico, ao invés do divórcio, é melhor para as crianças. Além disso, ele sugere que outros grupos também beneficiarão do casamento plural, tais como: mulheres mais velhas, que enfrentam uma crônica diminuição de homens e os negros americanos, que estão envolvidos com o "homem-partilhado" (2l).

Em 1987, uma votação conduzida por um estudante de jornalismo da Universidade de Berkeley, perguntava aos estudantes se eles concordavam que os homens poderiam ser autorizados, por lei, a terem mais de uma esposa, tendo em vista a visível diminuição do número de candidatos masculinos para o casamento na Califórnia. Quase todos os votantes aprovaram a ideia. Uma estudante chegou a declarar que o casamento poligâmico preencheria suas necessidades físicas e emocionais, porque lhe daria maior liberdade do que uma união  monogâmica (22). Na verdade, o mesmo argumento foi usado por alguns poucos remanescentes das mulheres fundamentalistas Mormom, que ainda praticam a poligamia nos USA. 

Elas acreditam que a poligamia é um caminho ideal para a mulher ter, tanto profissão como crianças, uma vez que as esposas se ajudam umas às outras no cuidado com os filhos (23).

Deve-se acrescentar que a poligamia no Islam é questão de consenso mútuo. Ninguém pode forçar a mulher a se casar com um homem casado. Além disso, a esposa tem o direito de estipular que seu marido não deve se casar com outra mulher (24). A Bíblia, pôr outro lado, algumas vezes vale-se da poligamia forçada. Uma viúva sem filhos deve se casar com o seu cunhado, mesmo que ele já seja casado (ver a seção "A condição das Viúvas") e independente de seu consentimento (Gênesis 38:8/10).

 Deve-se notar que, em muitas sociedades muçulmanas de hoje, a prática da poligamia é rara, uma vez que a diferença entre os sexos não é grande. Pode-se dizer que o número de casamentos poligâmicos no mundo muçulmano é muito menor do que o de casos extraconjugais no ocidente. Em outras palavras, os homens no mundo muçulmano são muito mais monogâmicos do que os homens no mundo ocidental.

Billy Grahan, o eminente evangélico cristão, reconheceu este fato: "O cristianismo não pode se comprometer com a questão da poligamia. Se hoje o cristianismo não pode fazer isso, é em seu próprio detrimento. O Islam permitiu a poligamia como uma solução para os males sociais e reconheceu um certo grau de latitude da natureza humana, mas, somente dentro da estrutura estritamente definida na lei.

Os países cristãos fazem um estardalhaço sobre a monogamia, mas, na verdade, eles praticam a poligamia. Ninguém ignora a existência das amantes na sociedade ocidental. A esse respeito, o Islam é fundamentalmente uma religião honesta, que permite a um muçulmano se casar uma segunda vez se ele precisa, mas proibe rigorosamente todas as associações clandestinas, a fim de salvaguardar a probidade moral da comunidade" (25) .

Releva notar que muitos países no mundo de hoje, muçulmanos ou não, proibiram a poligamia. Tomar uma segunda esposa, ainda que com o livre consentimento da primeira, é uma violação da lei. Por outro lado, trair a esposa, com ou sem o seu conhecimento e/ou consentimento, é perfeitamente legítimada. Qual é a sabedoria legal por detrás de tal contradição? A lei foi feita para premiar a decepção e punir a honestidade? Este é um dos paradoxos fantásticos de nosso mundo "civilizado".

Fonte: A mulher no Islam المراه في الإسلام

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

1. Swidler, op. cit., pp. 144-148. 
2. Hazleton, op. cit., pp 44-45. 
3. Eugene Hillman, Polygamy Reconsidered: African Plural Marriage and the Christian Churches (New York: Orbis Books, 1975) p. 140. 
4. Ibid., p. 17. 
5. Ibid., pp. 88-93. 
6. Ibid., pp. 92-97. 
7. Philip L. Kilbride, Plural Marriage For Our Times (Westport, Conn.: Bergin & Garvey, 1994) pp. 108-109. 
8. The Weekly Review, Aug. 1, 1987. 
9. Kilbride, op. cit., p. 126. 
10. John D'Emilio and Estelle B. Freedman, Intimate Matters: A history of Sexuality in America (New York: Harper & Row Publishers, 1988) p. 87. 
11. Ute Frevert, Women in German History: from Bourgeois Emancipation to Sexual Liberation (New York: Berg Publishers, 1988) pp. 263-264. 
12. Ibid., pp. 257-258. 
13. Sabiq, op. cit., p. 191. 
14. Hillman, op. cit., p. 12. 
15. Nathan Hare and Julie Hare, ed., Crisis in Black Sexual Politics (San Francisco: Black Think Tank, 1989) p. 25. 
16. Ibid., p. 26. 
17. Kilbride, op. cit., p. 94. 
18. Ibid., p. 95. 
19. Ibid. 
20. Ibid., pp. 95-99. 
21. Ibid., p. 118. 
22. Lang, op. cit., p. 172. 
23. Kilbride, op. cit., pp. 72-73. 
24. Sabiq, op. cit., pp. 187-188. 
25. Abdul Rahman Doi, Woman in Shari'ah (London: Ta-Ha Publishers, 1994) p.